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Psicologia

 

 

 

 

Embora muitos ainda associem o passar dos anos ao acúmulo de doenças, entendendo que invariavelmente teremos de conviver com inúmeros problemas de saúde e limitações com o avançar da idade, os atuais conceitos científicos demonstram que o processo natural de envelhecimento não é um fator impeditivo para a maioria das atividades cotidianas de um adulto em qualquer idade, e que as verdadeiras responsáveis pelas deficiências e disfunções atribuídas à velhice são as doenças, que podem ser prevenidas e/ou tratadas na maioria das vezes.
O conhecimento desta realidade pode mudar completamente nossa atitude. Ao invés de nos lamentarmos por estar envelhecendo, de buscarmos obstinadamente as "modernas fontes da juventude" ou de tentarmos disfarçar os efeitos aparentes do passar dos anos, devíamos estar atentos aos verdadeiros inimigos da saúde em qualquer idade: os fatores determinantes e/ou predisponentes das doenças.
Devemos lembrar, porém, que a ausência de doenças não significa obrigatoriamente a presença de saúde. A Organização Mundial de Saúde (OMS), já há muito tempo definiu saúde com um estado de bem estar biopsico-social, ou seja, um estado de equilíbrio entre todos os determinantes físicos e emocionais do ser humano.
Sabemos, porém que inúmeras são as pessoas que por vários motivos, não se encontram neste estado de bem estar e, por outro lado, não apresentam nenhuma doença classicamente definida que justifique esta condição. Entretanto, são muitos os exemplos de portadores de doenças bem tratadas e bem controladas que apresentam desempenho adequado, independente das enfermidades que possui ou dos tratamentos que realiza.
Este modo atual de entender saúde nos permite almejar um presente e um futuro de maneira muito mais otimista. Isto, porém, nos confere uma responsabilidade direta. Dificilmente atingiremos este estado de equilíbrio sem nos esforçarmos objetivamente por isto. Muitos são os cuidados a serem tomados e quanto mais precocemente dermos atenção a eles, mais eficiente serão nossas atitudes. Isto que dizer que podemos cuidar do nosso envelhecimento desde as idades mais precoces.
Em verdade, com o avançar da idade nos tornamos mais propensos a desenvolver doenças crônicas. Em parte por alterações orgânicas próprias do envelhecimento mais, principalmente, por hábitos inadequados que, durante toda a vida, prejudicam nossos determinantes básicos de saúde.
Infelizmente, porém, a maioria das pessoas só se lembra de cuidar das doenças que já produziram sintomas, ou seja, que já estão instaladas e conseqüentemente só poderão, na melhor das hipóteses, ser controladas ou atenuadas. Poucos são aqueles que, na fase adulta, preocupam-se com prevenção, e esta é, sem dúvida, a nossa melhor arma para atingir o envelhecimento saudável.
Outro fator de grande importância para que possamos atingir um envelhecimento saudável é a preocupação devida com a nutrição, que no idoso é tão fundamental quanto no jovem.
Dentre os hábitos prejudiciais à saúde, o alcoolismo e o tabagismo são aqueles que, embora freqüentemente utilizados durante toda a idade adulta, vão manifestar suas graves complicações quando o indivíduo apresentar idade avançada. Estudos atuais demonstram os benefícios decorrentes da interrupção destes hábitos em qualquer idade. Portanto, não há mais dúvidas de que é benéfico parar de fumar e/ou de beber mesmo após várias décadas de utilização destes agressores. Isto favorece não apenas a saúde como um todo. Há absoluta necessidade de criarmos novas expectativas para a nossa vida a fim de podermos optar entre aquilo que nos prejudica e o que possa nos fazer bem.
Sendo assim, diante de tal consciência, torna-se perfeitamente possível o envelhecimento saudável.

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Será possível envelhecer com saúde?
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